Simulação não, AÇÃO!

Torcedor do Senegal fazendo a coisa certa na Copa do Mundo 2018

Torci para o juiz não marcar o pênalti a favor do Brasil no jogo contra a Suíça. Podem me chamar de ingênuo, sonhador, idealista ou até ignorante em futebol, mas comemorar um gol por conta de um pênalti simulado não está em mim.

Fui para a feira livre perto de casa logo depois, o feirante puxou conversa e já logo mostrei minha indignação. A resposta foi aquela esperada:

– Para jogar futebol uma malandragem vai muito bem!

Perguntei se ele era malandro na profissão dele, se ele tentava me enganar na qualidade das frutas que vendia. Perguntei se ele queria ser enganado por um médico malandro, um político esperto ou um vizinho aproveitador. Claro, ele ficou calado!

Como torcer por jogadores que – mesmo competentes tecnicamente – se recusam a jogar limpo e preferem a simulação? Prefiro muito, mas muito mais, um gol de classe, cobrança de falta, feita pelo Toni Kroos nos 2 a 1 do lindo jogo da Alemanha contra a Suécia do dia seguinte.

Inesquecível este gol, ficou guardado no coração – mesmo eu não entendendo de futebol e sendo torcedor apenas em jogos da Copa.

Sabe qual competição está valendo mais ver na Rússia? Japão versus Senegal, os dois países competindo pela limpeza do estádio após o jogo. Incrível! Vi na CNN as justificativas. O senegalês diz que gostaria de ser bem recebido quando for a outros países, o japonês simplesmente diz que é o certo a fazer. Que lição de vida!

Exemplos assim contaminam! Minha mulher acaba de me mostrar um vídeo de brasileiros recolhendo lixo após o jogo na Copa. Convenhamos, é melhor aprender a limpar um estádio porque é o certo ou a simular faltas inexistentes por que é esperto levar vantagem?

De novo podem me chamar de ingênuo ou sonhador, mas prefiro muito mais torcer para pessoas cheias de ação, que fazem a coisa certa porque é o certo. Prefiro muito mais torcer para pessoas como a Solange, que depois de participar de um curso de Access que ministrei enviou esta mensagem:

Mais uma vez venho agradecer o curso, assim como todos que participei ministrados por você, foi maravilhoso e acima de tudo muito proveitoso e de extrema importância para minha vida profissional e também pessoal.

Existe algo que a vida me mostrou: a única coisa que não podem nos tirar são os conhecimentos adquiridos. Pode ter toda certeza que você contribuiu muito com meus conhecimentos e por esse motivo serei eternamente grata!

Dá gosto torcer para pessoas assim!

Menos simulação e mais ação, viva os bons jogos da Copa do Mundo 2018!

Grande abraço!

Fernando Andrade
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Traz um canguru para mim!

The Strand Arcade, Sydney

Voo de quase treze horas, escrevi este texto dentro do avião e guardei para enviar hoje. O trecho é Austrália-Chile, ainda tenho outro pela frente, Chile-Brasil. Já jantei no avião, dormi, tomei café da manhã, vi um filme e ainda estou com tempo para estas linhas. Nada como um voo prolongado!

Viagem é aprendizado!

Em Sydney, vivi as emoções de uma cidade bem estruturada, lá o novo e o velho convivem harmoniosamente. Visitar The Rocks, a tradição fluindo em cada esquina, e logo depois ali encostado ver a modernidade de Barangaroo surgindo e acomodando PwC, KPMG e Accenture foi uma sensação incrível.

Tive a chance de presenciar o ANZAC Day, um dia em que o país presta suas homenagens a todos os australianos combatentes em grandes guerras. Não é uma data simbólica, as pessoas de fato demonstram o respeito aos veteranos de guerra. Vi gente na rua chorando, aplaudindo e fazendo continência para os velhinhos marchando bem ao lado do Hyde Park.

Aí fui para Perth, outro lado do país. Uma cidade nova, em plena evolução. Dizem que as mudanças lá estão acontecendo tão rapidamente que fica difícil reconhecer a cidade apenas um ano depois.

Ali conheci a Swee, a dona da casa em que fiquei hospedado. Diferentemente de outras cidades, a Swee não se contentou em apenas oferecer cozinha, banheiro e quarto. Encontrei hospitalidade! Além de preparar com muito carinho meu café da manhã e criar pratos especiais a cada noite, ela dedicou vários dias para mostrar pontos da cidade que normalmente um turista não conhece!

A última aventura foi em Melbourne, uma cidade pujante, ativa, cheia de energia. Confesso que fiquei chocado no início, eu estava acabando de chegar de Perth e encontrei um povo elétrico, agitado e – infelizmente – alguma sujeira!

Foi uma primeira impressão que se desfez já no dia seguinte. Foi o jeito Melb – é assim que as pessoas chamam carinhosamente sua cidade – o responsável por eu me soltar de vez na Austrália. Foi lá que comecei a conversar mais naquele inglês com sotaque típico deles, foi lá que interagi mais com as pessoas.

Aprendi muito! Cresci demais! Embora morrendo de saudade de casa – faltam 90 minutos de viagem até o Chile ainda – foi uma viagem inesquecível, enriquecedora, que me tornou uma pessoa melhor.

Ah, e os cangurus? Pois é, até com canguru eu interagi. Lá em Perth há uma ilha pequena no meio do Rio Swan, bem dentro da cidade, os cangurus vivem livremente correndo para lá e para cá. Cheguei perto, brinquei com eles e até dei comida. Fascinante!

Que venham outras experiências assim!

Grande abraço!

Fernando Andrade
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Muita informação, pouca informação!


Obra do artista plástico norte-americano Nathan Sawaya, coleção “The Art of the Brick”

Falei para minha esposa:

- Como uma pessoa tão bem informada, tão conectada, não sabia disso?

Estávamos falando de uma pessoa, nossa conhecida, reconhecida por ser alguém que sempre está a par do que acontece. Pois é, falamos sobre algo que estava na grande imprensa e ela não fazia a menor ideia do que se tratava.

Você lê muita notícia? Recebe muita informação? Então você está realmente informado sobre o que realmente interessa? Bem, minha vontade é responder, com toda minha convicção, de que eu sou uma pessoa que de fato sabe o que precisa saber!

Será?

Vamos pensar juntos! Abro o computador, já aparecem logo algumas notícias do dia na tela. Leio rapidamente, estou informado! Recebo e-mails, muitos e-mails, dou uma olhada geral, estou informado! Abro meu celular, WhatsApp logo na frente, fico sabendo o que meus amigos, parentes, clientes e vizinhos estão falando, estou informado. Ah, o melhor dos melhores, fico um tempo xeretando o Facebook, agora sim estou realmente informado!

É, este talvez seja um problema. E dos grandes! A maior parte do que li está relacionada a meus amigos, meus contatos e sites que visito sempre. Vivo em uma redoma de amigos WhatsApp, vivo em uma bolha Facebook. Será que meus amigos, meus seguidores e meus seguidos sabem realmente o que é relevante?

Vamos radicalizar! Gosto muito de ler o que meus amigos publicam porque são opiniões bem sensatas, refletem o que penso e o que imagino. E, de novo, este talvez seja o problema! Só encontro opiniões e posições semelhantes às minhas. Estão certas? Eu não deveria conhecer posições conflitantes? Mesmo que fique irritado, mesmo que considere irrelevantes ou absurdas, eu não deveria pelo menos refletir?

Nélson Rodrigues, grande e polemista dramaturgo, dizia algo que gosto demais: “Toda unanimidade é burra”! É confortável compartilhar pensamentos iguais aos nossos, é animador saber que tenho amigos com mesmas opiniões e posicionamentos. Nos sentimos em um mundo mais familiar. Como gostamos do que é conhecido! Isso é bom?

Uma vez vi uma sugestão sensata de uma pessoa sensata que me deixou bem intrigado. Devemos seguir pessoas no Facebook ou Twitter que tenham opiniões completamente diferentes das nossas. Devemos abrir nossas mentes.

Ainda não fiz isso, provavelmente farei! No entanto, faço questão de ler jornais e revistas de várias tendências. Algumas opiniões me deixam bem irritado! Outras mexem muito comigo! Mesmo assim, quero crer que a grande imprensa tem uma vantagem enorme em relação às mídias sociais: confiabilidade. Sim, porque publicar algo no Facebook é só publicar, é fácil. Mas uma notícia em um grande jornal é conferida, as fontes são pesquisadas. Pelo menos é o que quero crer!

Viva as opiniões diferentes das minhas!

Grande abraço!

Fernando Andrade
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O CEO chega na hora?


- Vamos começar o evento agora, bem na hora marcada?

Esta foi a proposta que ouvi do CEO de uma grande empresa para uma palestra que deveria começar às 9h. Estavam na sala eu, que estava lá para ministrar a palestra, o CEO e … só! Ninguém mais havia chegado!

Difícil cumprir horário? Certamente, nosso dia a dia está cada vez mais atribulado, cada vez mais cheio de imprevistos. Só que eu estava na sala no horário combinado! O CEO também!

Respeitar horários é coisa de gente metódica? É chatice? Antes de responder, tenho mais um caso, aconteceu em um final de semana. Eu e minha esposa combinamos com um casal de amigos um almoço em uma cantina, 13h. Pois bem, nós dois chegamos às 12h45 e já ficamos na fila de espera. Enorme fila de espera!

No horário combinado, nada do casal chegar. 13h10, nem sinal deles; 13h30, fomos obrigados a deixar algumas pessoas passarem a nossa frente; 13h45 eu não aguentei e liguei para meu amigo:

- Calma – disse ele – hoje domingo! Para que este stress todo? Relaxa!

Pois é, só que era também final de semana para mim! Não queria gastar meu domingo em uma fila de espera de um restaurante.

Respeitar horários é uma filosofia de vida, é um jeito de viver plenamente, aproveitando cada precioso minuto de nosso tempo. Mais ainda, quando horários são combinados com outras pessoas – uma reunião, uma consulta médica – chegar na hora mostra o respeito que temos com outras pessoas.

É difícil? O trânsito atrapalha? Os imprevistos acontecem? Certamente! O segredo é prever os imprevistos. Almoço marcado para 13h? Que tal tentar chegar entre 12h30 e 12h45 prevendo possíveis atrasos? Ah, mas aí vamos desperdiçar nosso tempo na fila, alguém pode dizer. De fato, talvez até tenhamos que esperar outros chegarem, mas aproveitar o tempo para conversar com os outros que estão na fila, com pessoas da família, evitar a correria para chegar no horário são compensações que não têm preço! Sua saúde e bem-estar agradecem!

A reunião foi marcada para 10h? Este não é o horário para sair da mesa, mas sim para estar sentando na sala de reuniões. Ah, mas ninguém chega no horário, alguém comenta. Não importa, prefiro dar o exemplo! Quem sabe assim ajudamos a criar uma cultura de pontualidade. E enquanto esperamos as demais pessoas chegarem, podemos alguma coisa de seu trabalho, rascunhar um relatório ou rever a pauta da reunião. Enfim, aproveitar o tempo!

E o CEO, gostou da palestra? Bem, já que perder a calma com atrasos nem sempre funciona, ele resolveu dar uma lição em todos e ainda se divertir. Fico sentando exatamente em frente à porta, prestando atenção em minha palestra, mas consultando o relógio sempre que alguém entrava. Ele nem olhava para a pessoa diretamente, mas conferia seu relógio de tal forma que os atrasados percebiam! Foi perfeito! Ele pontuou sua insatisfação sem abrir a boca. E ainda se divertiu com a reação de todos. Lição dada!

Grande abraço!

Fernando Andrade
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Passado sempre presente é futuro!

- Como assim, eu tinha uma tia chamada Rute?

Pois é, há algumas semanas descobri uma tia nova, Rute. Valorizo muito, muito mesmo, família. Gosto de encontrar primos, tios e – o melhor dos melhores – os filhos e netos de todos. Adoro crianças!

Só que mesmo gostando e considerando extremamente importante esta convivência, descobri esta tia nova. Mas não foi só ela, descobri também a tia Maria Elvira e a tia Olga. Puxa, não fazia a menor ideia que um dia elas existiram. Que coisa!

Tudo aconteceu porque no final do ano passado a família de minha mulher se reuniu em um restaurante, foi um evento enorme e muito gostoso. Os muitos primos criaram um grupo no WhatsApp, então um foi falando com outro, este outro com mais outros, o resultado foi muita gente reunida. Teve até uma ola na hora da foto.

Não tive dúvida, precisava fazer algo assim com minha família. Apelei também para o WhatsApp, muitos gostaram da ideia, outros não sabiam se poderiam participar e alguns poucos não se interessaram. Eu estava querendo este encontro, querendo muito, então mesmo com a pouca adesão, já sugeri data para o pequeno grupo.

Bem, a primeira data não deu certo, sugeri outra para dois meses depois – todos poderiam se planejar com tempo – e fui enviando mensagens de vez em quando para manter o clima (rs).

Ah, quando queremos alguma coisa, tudo dá mesmo certo. Primeiro, minha prima Maria Helena e o Arthur ofereceram a casa – e até a festa. Estes dois são ótimos. Depois, ainda a mesma Maria Helena e a irmã Vera lembraram de uma parte da família que há muito tempo não víamos. Pronto, assim que fiquei sabendo já fui correndo atrás da Maria Inês, seus irmãos, mãe, dos filhos e – para meu espanto – netos. Muitos netos! De repente minha família cresceu demais!

As adesões foram aumentando! Eu tinha que aproveitar a oportunidade, era hora de finalmente fazer uma árvore genealógica. Encontrei o My Heritage, um site fantástico e muito fácil de usar. Fui criando a árvore e perguntando a todos quem estava faltando. Foi uma excelente oportunidade de conversar com pessoas da família que eu nem sabia que existiam.

O My Heritage foi uma ferramenta e tanto. Se não bastasse as facilidades do site, há ainda um aplicativo vinculado, eu inseria novos parentes na fila do almoço ou enquanto fazia alguma caminhada. Viva a tecnologia!

O evento aconteceu há alguns sábados. A Maria Helena até sugeriu etiquetas para identificar todo mundo. Levei, claro, como também imprimi uma grande cópia da árvore para todos verem. Foi difícil achar uma parede para colar todas as folhas (rs).

O clima naquele dia foi extraordinário. A Maria Helena e o Arthur pensaram em uma polenta típica, servida ao som de tarantela, com muita dança, palmas e todo mundo cantando. A Renata veio de Presidente Prudente, a Maria Inês de Franca – e levou de Campinas a sobrinha Gabriela e marido Mateus, eu fui com minha mulher Cecília , minha tia Elisa e meu sobrinho Bruno direto de São Paulo. E havia muita gente de Campinas, cidade deste memorável encontro da família Andrade.

Ah, tem mais. Meu pai, Antonio Aurélio, iria fazer 86 anos dois dias depois. Claro que comemoramos, a Vera e o Renato fizeram questão de levar o bolo.

Valeu o encontro? Deixo meu pai responder, olha só a mensagem que recebi dele alguns dias depois via WhatsApp:

- Eu sempre lembrarei deste dia e não tenho como agradecer!

Grande abraço!

Fernando Andrade
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PowerPoint no Rio, um eterno recomeço!

Ano quase acabando, ainda dá tempo de mais um curso, PowerPoint. E no Rio de Janeiro! Duas grandes oportunidades!

A primeira, não será uma aula qualquer. Os participantes fazem parte de uma equipe com necessidades bem específicas, precisam comunicar números e divulgar produtos. De forma criativa, argumentativa, com poucos slides, poucas informações e muitos resultados. É mesmo um grande desafio!

A estratégia? Começar de novo! Sim, criei um curso completamente diferente, desde o início: novo plano de aula, novos slides de exemplo, novos exercícios. Minha sensação é de novato, como se fosse o primeiro dia de aula. E isso em pleno final de ano! Esta vida de professor é mesmo uma montanha russa de emoções.

Falei em duas oportunidades relacionadas a este evento, sabem qual é a segunda? Ah, o Rio de Janeiro! Tenho certeza de que continua lindo, a cidade sempre maravilhosa, cheia de encantos mil.

Vou transformar uma viagem de dois dias – a aula de PowerPoint será dada em duas manhãs de 4 horas – em uma de cinco dias inteiros. Segunda a sexta nas paisagens cariocas! Uma grande oportunidade, um término de ouro para o ano! E também, tal como o curso de PowerPoint, uma visita nova à cidade, como se fosse a primeira.

Já viajei ao Rio várias vezes, conheço lugares belíssimos da cidade, mas … sempre a sensação é de primeira viagem. Impressionante! Entrei no Google e comecei a pesquisar, parece até que nunca fui ao Rio:

- Museu do Amanhã
- Corcovado (pois é, ainda não conheço)
- Cristo Redentor (então, também não conheço)
- Catedral Metropolitana
- Museu de Arte do Rio
- Parque das Ruínas
- Pedra do Sal
- Porto Maravilha

E olha que só comecei minha pesquisa. Claro, para uma viagem bem produtiva, estou marcando todos estes pontos no Google Maps. Assim, quando estiver passeando por lá, aproveitarei cada deslocamento e conhecerei tudo o que há nas proximidades.

Começar de novo a aproveitando toda a experiência de uma vida é uma sensação ímpar. Em minhas viagens ao exterior, aprendi a usar aplicativos que revolucionaram minhas visitas, nada mais lógico do que usá-los em uma viagem aqui no Brasil também. Além do Google Maps, estão no “cinto de utilidades”:

- TripAdvisor (com pontos turísticos e comentários de turistas)
- Google Trips (um fantástico aplicativo do Google com os vários pontos a visitar em uma cidade – descobri um dia desses esta preciosidade)
- Bike Rio (para usar bicicletas públicas no Rio – um meio de transporte incrível)
- Nativoo (especializado em viagens)

PowerPoint me espera, o Rio me espera, um final de ano inesquecível me espera. A música não sai da cabeça:

O Rio de Janeiro continua lindo
O Rio de Janeiro continua sendo…

Aquele abraço!

Fernando Andrade
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Bagunça? Organização? Perspectiva!

Como usuário do Evernote, recebo regularmente e-mails discutindo produtividade, qualidade e organização. Qual não foi minha surpresa quando um dos textos falou sobre uma pesquisa com 48 participantes, o resultando apontando que “…aqueles em ambiente bagunçado geraram cinco vezes mais ideias criativas do que os outros”.

Como assim? Sou defensor incondicional da organização, da metodologia, do planejamento, tenho conseguido grandes progressos em minha vida agindo dessa forma. Como uma pesquisa comprova que desorganizados podem ser mais criativos? O texto do Evernote ainda dá um golpe de misericórdia, afirma que Albert Einstein e Steve Jobs trabalhavam – e Mark Zuckerberg trabalha – em mesas bagunçadas. Que coisa!

Meio inconformado, continuei lendo o texto. Ainda bem, a pesquisa tinha sequência! Pessoas foram colocadas em dois tipos de ambientes, um bagunçado e outro muito bem arrumado, deviam preencher um questionário. Na saída eram brindados com frutas e doces, aqueles em ambiente organizado escolhiam a fruta; no bagunçado, doce. Em outras palavras, organização leva a escolhas saudáveis. Ufa, que alívio!

Ah, mas a pesquisa ainda me deixaria mais feliz. Solicitados a fazer doações para instituições de caridade, os participantes no ambiente organizado foram extremamente mais generosos. Organização leva à generosidade!

Mas e a conclusão? É melhor ser organizado ou desorganizado? O texto do Evernote complica a resposta, pois afirma que áreas do cérebro de pessoas criativas – as pesquisas neurocientíficas recentes comprovam – são especialmente bem conectadas. Para aumentar a confusão, o texto cita ainda o livro “A Mente Organizada”, de Daniel J. Levitin, “…muitas pessoas bem-sucedidas relatam os benefícios mentais de organizar ou reorganizar seus armários ou gavetas quando estão estressadas”.

Complicou mesmo! Que nada, o texto do Evernote conclui brilhantemente: nem sempre organizado, nem sempre bagunçado. Você é organizado? Experimente os benefícios de bagunças de vez em quando. Não se encontra em suas bagunças? Tente alguma organização e avalie os resultados. O Evernote arremata: “Talvez ao aumentar nossas fronteiras, possamos experimentar mais os sabores que a vida tem para oferecer”.

Aumentar fronteiras, mudar perspectivas, experimentar. Se não me engano, Bill Gates disse uma vez, “me permitam mudar de ideia”. Eu, por exemplo nunca gostei muito de museus, aí comecei a viajar pelo mundo. A princípio me deixei levar apenas pela beleza e imponência dos prédios que os abrigam, mas aos poucos fui percebendo e entendendo algumas obras de arte. Uma nova perspectiva em minha vida.

Como é bom mudar de ideia!

Ah, viajo no próximo ano para a Austrália, existe lá uma grande rivalidade sobre a melhor cidade, Sydney ou Melbourne. Que privilégio, terei a perspectiva de viver 12 dias em Sydney e 10 em Melbourne. Aí sim poderei dar minha opinião. E, quem sabe, mudar de opinião no futuro, afinal estas cidades mudam, eu também mudo!

Um abraço grande,

Fernando Andrade
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O motorista que sabe dirigir … passageiros!

Sou de Franca, interior de São Paulo, vou muitas vezes para lá visitar meu pai. Quase sempre prefiro um ônibus, gosto de aproveitar as cinco horas e meia de viagem lendo e trabalhando. Passa muito rápido!

Algo que sempre achei meio sem sentido é o início de uma viagem como essa, o motorista de pé em frente aos passageiros fala algo mais ou menos assim:

– Nosso tempo previsto de viagem até Franca é de cinco horas e meia. A parada é de 20 minutos. O cinto de segurança é obrigatório!

Ninguém presta atenção! Talvez alguns até ouçam, mas o que o motorista fala é tão mecânico, apenas para cumprir normas, que mesmo ouvindo ninguém faz o que ele sugere.

Então, estou em Franca agora enquanto digito este texto, vim de ônibus, só que desta vez – para minha surpresa – o motorista foi para frente dos passageiros e começou:

– Bom dia!

Ninguém respondeu! Tal como um animador de auditório, ele continuou:

– Vocês estão com sono, ninguém respondeu. BOM DIA, pessoal!

Não é que as pessoas pararam de mexer em seus celulares, deixaram suas coisas de lado, abaixaram os jornais e revistas e começaram a prestar atenção. E responderam ao “bom dia”.

Animado com esta reação, o motorista continuou:

– São 10h agora, vamos chegar aproximadamente às 15h30. Às 12h teremos uma parada de 20 minutos para o almoço. Vocês conseguem almoçar em 20 minutos?

As pessoas, meio surpresas pelo discurso, responderam afirmativamente. E o motorista:

– Ah, conseguem nada, 20 minutos é muito pouco. Mas, pessoal, vamos fazer o máximo para almoçar neste tempo?

Aí veio o cinto de segurança:

– Há um cinto de segurança no banco de vocês. É meio difícil destravar, mas peço que vocês tentem usá-los. Claro que ele não será necessário, nunca tive problemas em minhas viagens, mas não custa colocá-lo!

Foi uma verdadeira aula sobre como lidar com públicos, sobre como argumentar, conquistar e convencer. Praticamente todos colocaram seus cintos, felizes por fazer o que o motorista havia pedido. E o mais incrível, os 20 minutos da parada foram totalmente respeitados, os passageiros voltaram pontualmente.

Em todos estes meus anos de viagem, esta volta da parada é sempre um problema. O motorista entra no ônibus, confere o número de passageiros, faltam alguns, temos que esperar um pouco, o motorista confere novamente, continuam faltando alguns, ele volta ao restaurante e anuncia novamente a partida e por aí vai. Os 20 minutos acabam virando uns 40 ou mais. Menos desta vez! Incrível!

Foi uma viagem de aprendizado. Fiz questão de agradecer e elogiar o motorista na saída do ônibus, afinal bons exemplos assim precisam ser incentivados. E multiplicados!

Um abraço grande,

Fernando Andrade
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O conserto do primeiro Gradiente a gente nunca esquece!

Há muito tempo, assim que recebi meu primeiro salário, comprei um aparelho Gradiente. Era daqueles conjuntos que incluíam rádio AM/FM, toca-fitas e toca-discos. Tenho ele até hoje, tenho também os discos. Muitos discos!

O tempo passou, muita coisa aconteceu, o rádio parou de funcionar, o toca-fitas não tocava mais fitas e o toca-discos nem dava sinal de vida. Os discos? Encostados em um canto de casa. Que desperdício!

Aproveitando que fizemos uma pequena reforma em casa, resolvemos resgatar esta preciosidade. Mas quem faria o trabalho? Por uma destas coincidências da vida, li algo sobre o GetNinjas, um site que concentra os mais variados prestadores de serviços do país. Divulguei lá o que precisava e apareceram várias empresas. Uma dela, a MICROGRADE, logo enviou WhatsApp:

“Olá, Fernando. Sou da MICROGRADE – Assistência Técnica. Respondendo seu pedido de orçamento do GetNinjas para seu aparelho de som Gradiente, podemos agendar a visita do técnico para retirada do aparelho e realizar o orçamento sem compromisso. Para sua comodidade, oferecemos o serviço de retirada e entrega gratuitos, com data agendada e em horário comercial. Para agilizar o contato, a resposta pode ser através deste WhatsApp ou, se preferir, nos telefones (11) 3313-3794 – (11) 3462-7200 – (11) 96443-9934 WhatsApp/Tim – (11) 99459-4313 WhatsApp/Claro. Agradecemos seu contato. Sueli Rodrigues”.

UAU! Que eficiência! Mas seria uma boa empresa? Seria uma empresa honesta? Pesquisei, encontrei algumas boas referências na Internet. Pesquisei no Google Maps, encontrei a endereço nas imediações da Rua Santa Ifigênia aqui em São Paulo. Mas ainda estava cismado, liguei lá e conversei com a Sueli. Senti firmeza, acalmei meu coração (rs) e contratei o serviço.

Pois então, vieram retirar o aparelho no exato dia e horário agendados. Tempos depois, passaram o orçamento, mais alguns dias e o técnico estava em casa com tudo arrumado. E funcionando!

Funcionando? Não exatamente! Fiquei desconfiado da velocidade da música no toca-discos, parecia um pouco lenta. Fiz então um teste, executei uma mesma música no Gradiente e em meu celular, a versão MP3 terminou umas 4 ou 5 palavras antes. O toca-discos estava mesmo lento!

Nova surpresa. Mesmo já tendo pago o serviço, a MICROGRADE se prontificou a retirar novamente o aparelho e reavaliar o trabalho. O responsável pela empresa, Fabiano, ligou para trocar ideias sobre possíveis problemas, sendo o mais provável uma correia que movimenta o toca-discos. Embora já tivesse sido trocada, eles se prontificaram a trocar novamente.

Mais algum tempo, o Gradiente estava de volta em casa. E mais uma vez, para minha frustração, achei a música lenta. O técnico então sugeriu que baixasse em meu celular um aplicativo, RPM, para avaliar velocidades do toca-discos. O teste mostrou menos de 33 rpm, o número esperado. Problema comprovado! Com a maior paciência do mundo, o técnico levou novamente o aparelho para análise.

Quem está lendo este artigo talvez já esteja começando a questionar a competência da empresa que fez o serviço. Tal como eu! Mas que nada, a MICROGRADE mostrou exemplarmente seu profissionalismo. Trocou mais uma vez a correia, fez vários testes, gravou um vídeo e enviou para mostrar o resultado.

O mais incrível, porém, foi a alegria genuína do técnico em minha casa. Logo após a instalação, fizemos novo teste comparativo, o toca-discos estava perfeito. Claro, eu vibrei! E sabem quem vibrou e comemorou mais ainda? O técnico! Discreto, educado, era visível em seu rosto e em seus olhos a alegria do trabalho bem feito. Dava gosto ver a felicidade dele. E a minha!

Pois é, existe muita competência e profissionalismo por aí. Que bom!

Um abraço grande,

Fernando Andrade
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Xi, errei!

Esta é minha sensei, Lila, ensinando lições de vida para seus felizardos alunos

Sempre quis experimentar uma arte marcial, então há algum tempo – na verdade, há muito tempo (rs) – fiz aulas de aikidô. Foram momentos de muito aprendizado, até hoje lembro de conceitos ensinados por minha sensei. Muitos inclusive eu repasso em minhas próprias aulas.

Uma frase que ficou registrada para sempre na memória foi um comentário da professora, ou sensei:

– Você é muito sincero com seus sentimentos!

Pois é, modéstia à parte eu concordo com ela. Não tenho dificuldade algum em admitir minhas falhas, minhas fraquezas e meus erros. Acredito fortemente que é o caminho certo para corrigir.

Ministrei um seminário nesta semana passada, “Atitude é Tudo”, talvez um dos conceitos mais importantes conversados foi esse, a capacidade de admitir para si mesmo o que está acontecendo. Admitir de verdade!

Vamos refletir um pouco.

Imagine você perto de uma mãe e uma criança pequena, talvez dois ou três anos, que não para de chorar e fazer pirraça. A mãe explica:

– Coitadinha, está com sono!

Será? Pode até ser, mas não seria o caso de a mãe pensar se está educando seu filho da maneira correta? Não estão faltando limites, orientações e até bons exemplos para esta criança? Não sei, não posso julgar, mas acredito que vale a mãe refletir sobre erros e acertos.

Se pensarmos bem, temos inúmeros exemplos semelhantes. Ministrei recentemente um curso de Access, dois dias de treinamento, no início da segunda aula fiz uma pergunta para recordar um assunto já visto no dia anterior, um aluno respondeu:

– Ah, professor, este deve ter sido algo falado ontem, ainda não tive tempo de praticar!

Fico pensando, este aluno tem razão ou quem estava realmente certo era o Diego, um aluno na mesma turma que na noite após a primeira aula repassou todos os conceitos vistos? De fato, o Diego foi bem mais além, tentou visualizar como aplicar tudo em seu trabalho. De novo, difícil julgar, cada caso é um caso, mas não seria o caso daquele aluno pensar sobre sua forma de aproveitar um treinamento?

Vou parar de falar dos outros, melhor dar exemplos próprios. Outro dia fui tirar o carro da garagem de meu prédio, saí de ré e não vi que havia um carro irregular parado próximo à parede. Bati no carro! Ninguém estava por perto, mesmo assim deixei um bilhete no carro com meu nome, celular e uma frase contando o que aconteceu. A pessoa que estacionou irregularmente estava errada, mas eu também, afinal não olhei antes de dar a ré.

Talvez admitir erros seja uma forma de evitar muitos problemas, brigas e confusões. Sei que agir assim não é fácil, mesmo eu que estou escrevendo estas linhas nem sempre admito erros. Um exemplo típico acontece no trânsito, quantas vezes eu erro e minha primeira reação é colocar a culpa no outro?

Minha sugestão? Tenha sempre pronta a frase “Xi, errei”! Funciona!

Um abraço grande,

Fernando Andrade
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