O motorista que sabe dirigir … passageiros!

Sou de Franca, interior de São Paulo, vou muitas vezes para lá visitar meu pai. Quase sempre prefiro um ônibus, gosto de aproveitar as cinco horas e meia de viagem lendo e trabalhando. Passa muito rápido!

Algo que sempre achei meio sem sentido é o início de uma viagem como essa, o motorista de pé em frente aos passageiros fala algo mais ou menos assim:

– Nosso tempo previsto de viagem até Franca é de cinco horas e meia. A parada é de 20 minutos. O cinto de segurança é obrigatório!

Ninguém presta atenção! Talvez alguns até ouçam, mas o que o motorista fala é tão mecânico, apenas para cumprir normas, que mesmo ouvindo ninguém faz o que ele sugere.

Então, estou em Franca agora enquanto digito este texto, vim de ônibus, só que desta vez – para minha surpresa – o motorista foi para frente dos passageiros e começou:

– Bom dia!

Ninguém respondeu! Tal como um animador de auditório, ele continuou:

– Vocês estão com sono, ninguém respondeu. BOM DIA, pessoal!

Não é que as pessoas pararam de mexer em seus celulares, deixaram suas coisas de lado, abaixaram os jornais e revistas e começaram a prestar atenção. E responderam ao “bom dia”.

Animado com esta reação, o motorista continuou:

– São 10h agora, vamos chegar aproximadamente às 15h30. Às 12h teremos uma parada de 20 minutos para o almoço. Vocês conseguem almoçar em 20 minutos?

As pessoas, meio surpresas pelo discurso, responderam afirmativamente. E o motorista:

– Ah, conseguem nada, 20 minutos é muito pouco. Mas, pessoal, vamos fazer o máximo para almoçar neste tempo?

Aí veio o cinto de segurança:

– Há um cinto de segurança no banco de vocês. É meio difícil destravar, mas peço que vocês tentem usá-los. Claro que ele não será necessário, nunca tive problemas em minhas viagens, mas não custa colocá-lo!

Foi uma verdadeira aula sobre como lidar com públicos, sobre como argumentar, conquistar e convencer. Praticamente todos colocaram seus cintos, felizes por fazer o que o motorista havia pedido. E o mais incrível, os 20 minutos da parada foram totalmente respeitados, os passageiros voltaram pontualmente.

Em todos estes meus anos de viagem, esta volta da parada é sempre um problema. O motorista entra no ônibus, confere o número de passageiros, faltam alguns, temos que esperar um pouco, o motorista confere novamente, continuam faltando alguns, ele volta ao restaurante e anuncia novamente a partida e por aí vai. Os 20 minutos acabam virando uns 40 ou mais. Menos desta vez! Incrível!

Foi uma viagem de aprendizado. Fiz questão de agradecer e elogiar o motorista na saída do ônibus, afinal bons exemplos assim precisam ser incentivados. E multiplicados!

Um abraço grande,

Fernando Andrade
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O conserto do primeiro Gradiente a gente nunca esquece!

Há muito tempo, assim que recebi meu primeiro salário, comprei um aparelho Gradiente. Era daqueles conjuntos que incluíam rádio AM/FM, toca-fitas e toca-discos. Tenho ele até hoje, tenho também os discos. Muitos discos!

O tempo passou, muita coisa aconteceu, o rádio parou de funcionar, o toca-fitas não tocava mais fitas e o toca-discos nem dava sinal de vida. Os discos? Encostados em um canto de casa. Que desperdício!

Aproveitando que fizemos uma pequena reforma em casa, resolvemos resgatar esta preciosidade. Mas quem faria o trabalho? Por uma destas coincidências da vida, li algo sobre o GetNinjas, um site que concentra os mais variados prestadores de serviços do país. Divulguei lá o que precisava e apareceram várias empresas. Uma dela, a MICROGRADE, logo enviou WhatsApp:

“Olá, Fernando. Sou da MICROGRADE – Assistência Técnica. Respondendo seu pedido de orçamento do GetNinjas para seu aparelho de som Gradiente, podemos agendar a visita do técnico para retirada do aparelho e realizar o orçamento sem compromisso. Para sua comodidade, oferecemos o serviço de retirada e entrega gratuitos, com data agendada e em horário comercial. Para agilizar o contato, a resposta pode ser através deste WhatsApp ou, se preferir, nos telefones (11) 3313-3794 – (11) 3462-7200 – (11) 96443-9934 WhatsApp/Tim – (11) 99459-4313 WhatsApp/Claro. Agradecemos seu contato. Sueli Rodrigues”.

UAU! Que eficiência! Mas seria uma boa empresa? Seria uma empresa honesta? Pesquisei, encontrei algumas boas referências na Internet. Pesquisei no Google Maps, encontrei a endereço nas imediações da Rua Santa Ifigênia aqui em São Paulo. Mas ainda estava cismado, liguei lá e conversei com a Sueli. Senti firmeza, acalmei meu coração (rs) e contratei o serviço.

Pois então, vieram retirar o aparelho no exato dia e horário agendados. Tempos depois, passaram o orçamento, mais alguns dias e o técnico estava em casa com tudo arrumado. E funcionando!

Funcionando? Não exatamente! Fiquei desconfiado da velocidade da música no toca-discos, parecia um pouco lenta. Fiz então um teste, executei uma mesma música no Gradiente e em meu celular, a versão MP3 terminou umas 4 ou 5 palavras antes. O toca-discos estava mesmo lento!

Nova surpresa. Mesmo já tendo pago o serviço, a MICROGRADE se prontificou a retirar novamente o aparelho e reavaliar o trabalho. O responsável pela empresa, Fabiano, ligou para trocar ideias sobre possíveis problemas, sendo o mais provável uma correia que movimenta o toca-discos. Embora já tivesse sido trocada, eles se prontificaram a trocar novamente.

Mais algum tempo, o Gradiente estava de volta em casa. E mais uma vez, para minha frustração, achei a música lenta. O técnico então sugeriu que baixasse em meu celular um aplicativo, RPM, para avaliar velocidades do toca-discos. O teste mostrou menos de 33 rpm, o número esperado. Problema comprovado! Com a maior paciência do mundo, o técnico levou novamente o aparelho para análise.

Quem está lendo este artigo talvez já esteja começando a questionar a competência da empresa que fez o serviço. Tal como eu! Mas que nada, a MICROGRADE mostrou exemplarmente seu profissionalismo. Trocou mais uma vez a correia, fez vários testes, gravou um vídeo e enviou para mostrar o resultado.

O mais incrível, porém, foi a alegria genuína do técnico em minha casa. Logo após a instalação, fizemos novo teste comparativo, o toca-discos estava perfeito. Claro, eu vibrei! E sabem quem vibrou e comemorou mais ainda? O técnico! Discreto, educado, era visível em seu rosto e em seus olhos a alegria do trabalho bem feito. Dava gosto ver a felicidade dele. E a minha!

Pois é, existe muita competência e profissionalismo por aí. Que bom!

Um abraço grande,

Fernando Andrade
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Xi, errei!

Esta é minha sensei, Lila, ensinando lições de vida para seus felizardos alunos

Sempre quis experimentar uma arte marcial, então há algum tempo – na verdade, há muito tempo (rs) – fiz aulas de aikidô. Foram momentos de muito aprendizado, até hoje lembro de conceitos ensinados por minha sensei. Muitos inclusive eu repasso em minhas próprias aulas.

Uma frase que ficou registrada para sempre na memória foi um comentário da professora, ou sensei:

– Você é muito sincero com seus sentimentos!

Pois é, modéstia à parte eu concordo com ela. Não tenho dificuldade algum em admitir minhas falhas, minhas fraquezas e meus erros. Acredito fortemente que é o caminho certo para corrigir.

Ministrei um seminário nesta semana passada, “Atitude é Tudo”, talvez um dos conceitos mais importantes conversados foi esse, a capacidade de admitir para si mesmo o que está acontecendo. Admitir de verdade!

Vamos refletir um pouco.

Imagine você perto de uma mãe e uma criança pequena, talvez dois ou três anos, que não para de chorar e fazer pirraça. A mãe explica:

– Coitadinha, está com sono!

Será? Pode até ser, mas não seria o caso de a mãe pensar se está educando seu filho da maneira correta? Não estão faltando limites, orientações e até bons exemplos para esta criança? Não sei, não posso julgar, mas acredito que vale a mãe refletir sobre erros e acertos.

Se pensarmos bem, temos inúmeros exemplos semelhantes. Ministrei recentemente um curso de Access, dois dias de treinamento, no início da segunda aula fiz uma pergunta para recordar um assunto já visto no dia anterior, um aluno respondeu:

– Ah, professor, este deve ter sido algo falado ontem, ainda não tive tempo de praticar!

Fico pensando, este aluno tem razão ou quem estava realmente certo era o Diego, um aluno na mesma turma que na noite após a primeira aula repassou todos os conceitos vistos? De fato, o Diego foi bem mais além, tentou visualizar como aplicar tudo em seu trabalho. De novo, difícil julgar, cada caso é um caso, mas não seria o caso daquele aluno pensar sobre sua forma de aproveitar um treinamento?

Vou parar de falar dos outros, melhor dar exemplos próprios. Outro dia fui tirar o carro da garagem de meu prédio, saí de ré e não vi que havia um carro irregular parado próximo à parede. Bati no carro! Ninguém estava por perto, mesmo assim deixei um bilhete no carro com meu nome, celular e uma frase contando o que aconteceu. A pessoa que estacionou irregularmente estava errada, mas eu também, afinal não olhei antes de dar a ré.

Talvez admitir erros seja uma forma de evitar muitos problemas, brigas e confusões. Sei que agir assim não é fácil, mesmo eu que estou escrevendo estas linhas nem sempre admito erros. Um exemplo típico acontece no trânsito, quantas vezes eu erro e minha primeira reação é colocar a culpa no outro?

Minha sugestão? Tenha sempre pronta a frase “Xi, errei”! Funciona!

Um abraço grande,

Fernando Andrade
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Improviso

Sala ideal? Não! Com improviso, tudo deu certo!

Vi há alguns dias “Improviso”, dos “Barbixas”. É um show de humor e muita inteligência, já que os improvisadores criam cenas a partir de sugestões da plateia. Em um dos momentos, por exemplo, o mestre de cerimônias pediu sugestões de palavras:

– Papete! – grita um.
– Academia! – sugere outro.
– Extraí ontem um dente do siso! – exagera um último, na tentativa de dificultar a cena.

A proposta é o quarteto criar uma cena usando tudo isso. Detalhe, o tempo é de apenas 2 minutos e 30 segundos. Os artistas não se intimidam e começam a improvisar.

Impressionante, aos poucos cada palavra aparece – e a plateia delira. Claro, os mestres do improviso são experientes, deixam uma ou outra palavra/frase para os últimos segundos, a expectativa é enorme. O público fica atento, na torcida, alguns até angustiados – eu (rs) – e por isso os aplausos são intensos quando tudo dá certo.

Não contentes com a dificuldade, o grupo precisa em seguida passar por nova prova. É uma nova cena, mas em tempo mais curto, apenas 1 minuto e 30 segundos. Novamente, eles conseguem! Mas o desafio continua, o mestre de cerimônias propõe uma última cena, mas agora em meros 30 segundos. Uau! E eles conseguem, claro!

Saí de lá impressionado com o profissionalismo e competência dos “Barbixas”. Improviso, flexibilidade, jogo de cintura, fazer o que é necessário apenas com o disponível no momento, tem tudo a ver com o que falo em minhas aulas.

Veja, por exemplo, a gestão do tempo. De que adianta planejar seu dia, sua semana, se o que mais acontece é o imprevisto? Planejar o tempo é perder tempo, afirmam quase todos os alunos em início de aula. A resposta? Improviso, flexibilidade, jogo de cintura! Planejou o dia e o imprevisto veio para sabotar? Encaixe a nova tarefa, reajuste seu planejamento, redimensiona prazos. E sem perder tempo, afinal os 2 minutos e 30 segundos passam rápido (rs).

E o gerenciamento dos vários projetos que precisamos executar? É possível prever as várias etapas, os tempos correspondentes e os investimentos necessários? Claro! Vão acontecer mudanças? O tempo todo! O que fazer? Improviso, flexibilidade, jogo de cintura! Ferramentas como o Project, para citar apenas uma, oferecem excelentes recursos para uma redefinição total quando a realidade da execução aparece.

Uma situação típica, que todos conhecem, está nas tão presentes reuniões nas empresas. Algumas até são muito bem planejadas, com pauta e slides rigorosamente estruturados – até usam a técnica do “story telling” para criar uma sequência eficaz de apresentação. Mas uma reunião é feita com gente, fala de atividades reais, muita coisa não sai como planejado. E aqui – mais uma vez – o improviso, a flexibilidade e o jogo de cintura são a salvação. Poderíamos até criar o método “Barbixas” para lidar com nosso dia a dia (rs).

Quer fazer tudo certo? Planeje e improvise! Quer atingir suas metas? Defina tudo muito bem e flexibilize à medida que a realidade se apresenta. Seu dia não está nada parecido com o que você imaginava? Jogo de cintura, jogo de cintura, jogo de cintura!

Ah, aproveite e veja os “Barbixas”. Presencialmente, é o ideal. Ou, se não der, improvise e vá para o YouTube!

Um abraço grande,

Fernando Andrade
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A OAB e o passeio com os cachorros!

– Ganhei mais ânimo com seu curso, vou tentar tirar a carteira da OAB que abandonei por vários motivos. Na verdade, se eu o tivesse conhecido antes, já teria feito isso, meu tempo foi mal gerido!

Esta foi a mensagem que recebi no WhatsApp semana passada, um dia depois de ministrar o evento “Gestão do Tempo” em uma grande empresa. Puxa, nem preciso dizer o quanto fiquei impressionado. E satisfeito! E, por que não admitir, até com um pouco de medo.

Que responsabilidade dar aulas. Meu objetivo era apenas apresentar técnicas – modéstia à parte, excelentes técnicas – para um ótimo aproveitamento do tempo profissional e pessoal. Nem imaginava que um dos alunos levaria o assunto tão longe assim. Nas palavras dele em outra mensagem que trocamos:

– Gostei do puxão de orelha que você me deu!

Que bom, fico contente!

Gerir bem o tempo não é apenas tirar a OAB, terminar uma faculdade incompleta ou dedicar alguns minutos e ligar para os pais distantes no interior. Administrar o tempo é uma filosofia de vida, um jeito de viver. Só que quer MESMO aproveitar intensamente cada minuto de vida percebe isso.

Felizmente, além da vontade, há ferramentas que ajudam muito. Um Outlook bem aproveitado ou um smartphone eficientemente utilizado podem ser essenciais. O irônico é que a escolha da melhor ferramenta chega até a ser irrelevante, o importante é que fazer com ela. De novo, querer entra na equação!

Veja que sensacional o caminho que uma mãe me mostrou outro dia em sala de aula. Com um recém-nascido em casa, ela chegava do trabalho e já logo tratava de cuidar do jantar da criança. Só quando terminava, exausta, é que dava um jeito de comer alguma coisa também.

Bem, um dia ela teve uma grande luz: que tal jantar JUNTO com o filho? Pois é, uma ideia tão simples, tão sensata. É só alternar uma colher para filho e outra para ela. Bingo! Melhor, agora ela tem tempo até para ler um livro ou ver uma série na TV. Sobram horas no final do dia!

É, mas aproveitar bem o tempo não se limita apenas a fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas GOSTAR de fazê-las. Outro dia encontrei meu amigo Lucio passeando com seus cachorros. Ele me explicou que esta é uma das melhores horas de seu dia, são 30 minutos de puro relaxamento e alegria.

Alguns reclamam, depois que nasceu meu filho nunca mais tive tempo para mim. Outros lamentam, como dá trabalho sair com estes bichos. Eu, meu aluno advogado, minha aluna mãe de uma bela criança e meu amigo que sabe valorizar um passeio vespertino ouvimos todos estes lamentos e ficamos com mais vontade ainda de viver a vida. Plenamente!

Um abraço grande,

Fernando Andrade
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Morando na casa de espanhóis

Praia de Barceloneta, Barcelona

– ¡Hola, bienvinido a mi casa!

Madri, casa da Julia, 15 dias; Barcelona, Leticia, outros 15 dias. Viajar para a Espanha e morar na casa de espanhóis é a receita perfeita para uma experiência de viagem bem mais completa!

Muita gente estranha quando falo que fico em casa de desconhecidos, comentam sobre a falta de liberdade, o desconforto, o compartilhar cozinha e – principalmente – banheiro. Pois é, tudo se resume à ABERTURA AO NOVO e à CAPACIDADE DE ADAPTAÇÃO A NOVAS SITUAÇÕES.

Cada caso – ou casa – desta minha recente vida espanhola teve seus pontos bons e alguns não tão bons assim. Em Madri, embora o banheiro fosse compartilhado, o quarto contava com um box e chuveiro. Além disso, a cozinha com micro-ondas estava bem ao lado. Um conforto enorme!

Claro, tudo é uma questão de ENTENDER O AMBIENTE que nos cerca. Com dois dias percebendo hábitos, já era possível antecipar melhores momentos para usar dependências compartilhadas. Então, parecia até que estava morando em uma casa só minha!

Algum problema? Bem, os madrilenos gostam de falar alto até tarde da noite, difícil dormir cedo para começar bem o dia seguinte. Tudo bem, foi só sinalizar meu desconforto e o tom de voz baixou – bem, só um pouco – nas noites seguintes. Nada que tenha atrapalhado meu passeio.

Na sequência, Barcelona e um país que parecia outro. Incrível ver a diferença entre as duas cidades, costumes e jeito de viver nitidamente distintos. Li uma frase na internet que achei o máximo, “Quem mora em Barcelona é esperto, quem nasce lá é Barcelonense”.

Quase não vi a Leticia, dona da casa; gente na praia o tempo todo, parecia o Rio de Janeiro; bicicletas como um importante meio de transporte, algo mais raro em Madri. Também tive que compartilhar cozinha e micro-ondas, além de banheiro e chuveiro. Agora não havia mais box no quarto, mas pelo menos eram dois os banheiros na casa.

Mais uma vez, me adaptei, ainda mais rápido do que em Madri! Além de sentir os hábitos da casa, me adaptei também ao jeito barcelonense de viver. Claro, certamente encaixei a praia, molhar os pés nas águas do Mediterrâneo – muito, muito frias – foi uma sensação única!

Chegando perto do final da viagem, e ainda faltando vários lugares para ver, apelei para um bom PLANEJAMENTO e consegui enorme AGILIDADE. Entrei em meu Google Maps, marquei os lugares desejados com uma bandeirinha, aluguei uma bicicleta e lá fui eu curtir cada ponto com a ajuda do mapa. Usar as várias ciclovias da cidade, ver o mar de um lado, edifícios com arquitetura única do outro e parques à frente foi uma experiência única. Inesquecível!

Eu estava em férias? Não, trabalhei também! ADMINISTREI O TEMPO e consegui conciliar passeios e reuniões virtuais com clientes aqui no Brasil, fechei uma turma do evento A arte de falar em público com PowerPoint, sugeri datas para o curso Formação Project e ainda respondi várias dúvidas de alunos sobre Excel e Outlook. Quer coisa melhor do que trabalhar na Espanha?

Foi uma experiência única! Inesquecível! Algo para toda a vida!

Fernando Andrade
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Em busca do tempo perdido

IV Centenario de la Plaza Mayor - Madrid - Abril 2017


Estive nesta semana em um órgão público, fui preparado para ficar muito tempo na fila. Demorou? Bastante! Todo mundo a meu lado reclamou o tempo todo – e com razão! Temos mais é que protestar – antes, durante e depois – merecemos ser sempre bem atendidos e com resultados.

No entanto, eu e todos os que estavam a meu lado sabíamos que haveria demora. Por mais que nossas reclamações possam dar algum resultado em algum momento, naquele dia exato a espera exagerada era uma certeza. Aquele tempo perdido jamais voltaria, precisávamos dar um jeito de aproveitá-lo.

Bem, enquanto as pessoas continuavam reclamando umas com as outras, este é o tipo de ação que não resolve. Abri meu celular e fiz algumas aulas de espanhol no Duolingo, meu aplicativo favorito de idiomas. E também li um pouco de notícias. Ganhei meu tempo!

Saindo de lá, no metrô, de novo encontro pessoas reclamando do tempo perdido no deslocamento. Havia algum tipo de obra na linha e os carros andavam em velocidade reduzida. É muito ruim quando isso acontece, a viagem demora mais e o acúmulo de passageiros é bem grande.

Mais uma vez, não ficaria nem um pouco tranquilo se desperdiçasse este tempo precioso. Liguei meu celular e busquei mais notícias. Só que desta vez em espanhol, afinal vou para a Espanha e meu objetivo agora é aprender o que puder sobre o idioma. Descobri coisas que estavam acontecendo em Madri que eu saberia apenas quando chegasse lá. Ganhei meu tempo!

Na saída do metrô, uma caminhada de algumas quadras me esperava, tempo previsto de 15 a 20 minutos. Uma eternidade se não conseguisse aproveitá-lo. Não dá para fazer aulas andando, não dá para ler notícias andando, ouvi então mais um episódio do podcast Español Automático. Sempre há um jeito de aproveitar o tempo! Melhorei meu espanhol e ainda fiz exercícios!

Será que perdi muito tempo na fila? Será que o transporte público atrapalhou meu dia? Bom, o fato é que viajo hoje à noite para a Espanha e tenho certeza de que vou falar espanhol suficientemente bem. Não preciso ir em busca do tempo perdido!

Um abraço grande,

Fernando Andrade
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Só 15 dias?

Pois é, estou me preparando para mais uma viagem internacional.

Este é o quinto ano em que me permito fazer algo que gosto demais, viajar pelo mundo. Só que desta vez há algo bem novo, o tempo! Nas vezes anteriores, ficava 30 dias inteiros em uma única cidade, agora dividirei o tempo em duas, Madri e Barcelona. Serão só 15 dias em cada uma! Nossa, só 15 dias? (rs)

Estou brincando, mas a sensação de poucos dias é bem real. Ter 30 dias para conhecer um único local me dava uma tranquilidade muito grande, eu tinha bastante tempo. Então, quando fui à Berlim, eu sabia mais ou menos os locais que queria ver, mas não planejava muito, eu tinha tempo. Agora serão só 15 dias em Madri! E outros 15 em Barcelona! Parece tão corrido!

A solução? Planejar! Gestão do tempo! Produtividade! Estou listando os pontos a visitar a cada dia, como por exemplo estes em Madri:

25/abril, Martes
- Palacio de Cibeles, visita la exposición de turno
- Mirador de CentroCentro para tener un plano general de Madrid desde las alturas
- Paseo de Recoletos hasta la Fundación Mafpre, con muestras de arte temporales de relevância
- Biblioteca Nacional, al otro lado de la calle
- Estadio Santiago Bernabéu, en el Paseo de la Castellana, y realizar el tour que recorre toda la instalación deportiva, incluido el césped donde juega el Real Madrid
- Descanso? Restaurantes o afterworks de la zona de Azca

26/abril, Miércoles
- 10h às 14h Templo de Debod (grátis Martes a viernes, 10h – 14h, 18h – 20h; Sábados, domingos y festivos, 9h30 – 20h)
-18h às 20h Palacio Real (ibero-americanos têm entrada gratuita garantida de segunda a quinta, 18h – 20h. Chegue cedo porque a fila é enorme e um pouco lenta, e leve o passaporte ou um documento que comprove a nacionalidade. E prepare os pés, o Palácio é enorme.)
- Comienza el día recorriendo el Madrid de los Austrias, partiendo de la plaza de Ópera, rodea el Teatro Real
- Atraviesa la plaza de Oriente hasta llegar a la entrada del
- Catedral De La Almudena
- Descansa en los Jardines de Sabatini
- Parque del Oeste, donde se ubica el
- Plaza de España, en dirección a la
- calle Princesa, si deseas continuar el día con compras
- Mercado de San Ildefonso: miércoles solidários

Por que coloquei estes locais todos nos dias 25 e 26 de abril? Uma escolha aleatória? Que nada, estes são pontos bem próximos uns dos outros. Assim, indo para uma região da cidade, consigo aproveitar o deslocamento e ver tudo o que há por lá.

Mas como agrupar estes pontos por proximidade? Ah, aí entra uma solução que adoro, o Google Maps. Ao abrir o mapa tradicional na tela, você vê no lado esquerdo, bem no alto, um botão que abre um menu. E uma das opções é “Meus lugares”. Pronto, é só criar um mapa com os pontos que você mais quer ver. Já tenho um para cada cidade. Se você quiser vê-los, é só clicar nos links:

- Madri
- Barcelona

Conforme o meio em que você estiver lendo este artigo, os links acima podem não funcionar. Se for o seu caso, preparei uma imagem simplificada com um trecho de cada um destes mapas:

- Meus Mapas – Madrid
- Meus Mapas – Barcelona

Criar mapas assim é algo que estou gostando demais. É como se minha viagem já tivesse começado, já estou visitando estes pontos. E depois, quando estiver lá, vou aproveitar ao máximo cada momento! Acho que serão os 15 dias de viagem – e depois mais 15 dias – melhores aproveitados nestes últimos anos. Vivendo e aprendendo!

Ah, os mapas não estão prontos! Se você conhecer um lugar imperdível em Madri ou Barcelona, queria muito saber. Ainda há muito espaço nestes meus Google Maps.

Um abraço grande,

Fernando Andrade
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Alunos são para sempre!

O assunto do curso foi Excel, nível intermediário, as 8 horas previstas ministradas em dois dias de 4 horas. No início da segunda aula, a Patrícia – uma das interessadas alunas – comentou:

– Puxa, Fernando, sabe que até estou gostando do Excel!

Nem preciso dizer como fiquei feliz, afinal que professor não gosta de ouvir um aluno falar que está gostando da aula?

Mas a Patrícia continuou:

– Eu nunca gostei muito de trabalhar com planilhas, meu irmão não se conforma. Ele gosta muito do Excel, acha que eu poderia aproveitar bastante os recursos do programa.

Bem, a aula continuou, apresentei todos os assuntos previstos e deu tudo muito certo.

Sempre envio o material didático por e-mail no dia seguinte, acredito que um material feito DEPOIS da aula pode ser muito mais personalizado e adequado. A Patrícia recebeu minha mensagem e respondeu:

– Fernando, sabe o meu irmão, aquele que gosta muito do Excel? Adivinha com quem ele aprendeu? Você! Foi há muitos anos e ele se lembra até hoje.

Puxa, que coincidência. Como este mundo é pequeno! Já pensou, alunos lembrando anos depois de uma aula? E pensando no nome da empresa em que estava o irmão da Patrícia, lembro que aquela aula aconteceu há muitos e muitos anos. A Patrícia falou em nove anos, eu tenho a sensação de que foi muito mais! Não importa, o que vale mesmo é o Fernando – pois é, o irmão dele também se chama Fernando (rs) – se lembrar de tudo. Mais, além de lembrar, ele e a esposa Caroline – que trabalhava na mesma empresa na época – gostam muito do programa. Nossa, que perfeito!

Este foi um dos primeiros cursos que ministrei neste ano, já pensou começar um ano assim? Mal posso esperar pelos próximos!

Um abraço grande,

Fernando Andrade
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Problemas? Oportunidades!

Quem acompanha meus artigos regulares sabe que estou reformando meu apartamento. Às vezes acho que a reforma é física, do imóvel em si, e pessoal, já que estou aprendendo muito.

Outro dia o teto de um banheiro já estava todo pintado quando surgiu a necessidade de quebrá-lo para a passagem de um conduíte elétrico alternativo. O sr. João, pintor, ficou nervoso? De jeito algum:

– Tranquilo! Deixamos o banheiro para a fase final da pintura. Farei o trabalho com calma, o que será ainda melhor.

“Tranquilo” é uma palavra frequente para o Sr. João, ele sempre a pronuncia quando há algo novo a combinar.

O conduíte novo foi uma necessidade definida pelo eletricista Ney. Ao encontrar uma dificuldade na passagem da fiação para o banheiro, ele foi logo dizendo:

– Vamos passar um conduíte extra, os fios ficarão mais livres, eu conseguirei distribuí-los melhor e as ligações ficarão mais seguras.

Que bom, outro problema transformado em oportunidade de melhoria.

Sou uma pessoa de muita sorte, parece que estou cercado de pessoas que sempre buscam soluções. Meu dente estava doendo, fui ao dentista, ele fez um procedimento. Dias depois a dor voltou. Na nova consulta, ele disse:

– Ah, isso não é um problema. Vamos experimentar um tratamento à base de flúor e aplicações laser? Os resultados costumam ser muito bons!

Não é que a dor de dente passou?

Quanta lição de vida aprendi nestes relacionamentos. É, se encararmos um problema como um problema, é preciso muita energia para resolvê-lo. O segredo, comprovei na prática, é enxergar cada situação inesperada como uma oportunidade de melhoria, de realizar algo de um jeito diferente, de crescer!

Tenho uma sensação de que nunca mais terei problemas na vida!

Um abraço grande,

Fernando Andrade
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